O professor Lawrence Krauss da universidade Case Western Reserve, considera o transportador como o menos viável dos artifícios técnicos utilizados na Enterprise. Ele garante, porém, que nem todos os efeitos apresentados na ficção científica são impossíveis. De fato, muitos deles são completamente viáveis, ou pelo menos já demonstraram sê-lo.
Há 100 anos, Júlio Verne era ridicularizado pela simples idéia das viagens espaciais, e o conceito de viajar no tempo, de H.G. Wells,era considerado pura fantasia. Porém, hoje em dia, as viagens espaciais são claros exemplos de como a realidade imita a ficção e viajar no tempo, segundo alguns cientistas, é possível em teoria.
Nossas conquistas na exploração do espaço são impressionantes, ainda que não possam ser comparadas com os corriqueiros deslocamentos interestelares dos populares e comerciais roteiros de ficção científica espacial. Tão pouco parece que isso vai acontecer tão cedo.
Em viagens interestelares, distâncias absurdas teriam que ser percorridas. Só a nossa galáxia, po exemplo, mede aproximadamente 100.000 anos-luz de ponta a ponta. O que significa que seriam neccessários 100.000 anos, viajando na velocidade da luz (300.000 km por segundo), para chegar de um extremo ao outro.
As naves capazes de percorrer distância interestelares, como as que aparecem no filme Independance Day, atualmente estão muito distantes de nossas habilidades técnicas. Segundo a teoria da relatividade de Einstein, nada que tenha massa pode viajar mais rápido que a luz: 300.000 km/s. De acordo com isso, uma nave espacial impulsionada por meios convencionais, precisaria de muitos anos para percorrer grandes distâncias através do universo. Contudo, nada impede que civilizações alienígenas tenham resolvido este problema utilizando combustíveis exóticos, ou com conhecimentos insólitos da relação espaço-tempo. De fato, muitos cientistas acreditam que estas viagens são possíveis.